Do UOL

A defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma cópia do vídeo da reunião ministerial de abril usado no inquérito que apura uma possível interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na PF (Polícia Federal).

A decisão sobre tornar o vídeo público ou não deverá ser tomada até as 17h de hoje pelo ministro Celso de Mello, decano do Supremo e relator da ação na Corte.

Em pedido apresentado ontem a Mello, a defesa de Moro indicou que, após a decisão do decano sobre liberar o vídeo, um de seus advogados deverá ir ao Supremo para obter a cópia.

“Diante do exposto, com o devido respeito, requer de Vossa Excelência a autorização da entrega da mídia à pessoa indicada, que comparecerá perante este Supremo Tribunal Federal tão logo seja disponibilizado o conteúdo para a realização de cópia.”

Os advogados de Moro disseram ao decano que “é sabido que as partes deverão comparecer a esta Suprema Corte a fim de obter uma cópia do conteúdo”.

Ministro divulga decisão hoje

Celso de Mello assistiu ao vídeo da reunião, mas ainda não definiu se a gravação será divulgada na íntegra ou de maneira parcial. Segundo a assessoria do STF, a decisão deverá ser conhecida até o final da tarde de hoje. O ministro teria ficado “incrédulo” com o que viu.

Moro posicionou-se a favor da divulgação do vídeo sem edição. A PGR (Procuradoria Geral da República), de que apenas os trechos ligados ao inquérito devem ser liberados.

Para Bolsonaro, a revelação da íntegra da gravação seria um “constrangimento” por causa de alguns pontos da reunião em que se fala de política internacional e segurança nacional, além de momentos de interação menos protocolares entre os ministros. “Ficamos na informalidade, você brinca um com o outro, sai um palavrão… não é o caso de tornar público isso”, disse Bolsonaro.

Moro deixou o governo em 24 de abril após Bolsonaro pedir a troca do comando da PF. Segundo o ministro, havia interesse do presidente em interferir politicamente no órgão. Bolsonaro refuta a acusação, mas diz querer relatórios sobre investigações da PF. Pessoas próximas ao presidente são alvo de investigação da PF.

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