Do UOL

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje que o cacique Raoni, criticado por ele em discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), merece respeito, mas “não fala pelos índios”.

“Levei uma índia lá, a a Ysani Kalapalo, não existe mais o monopólio do Raoni. Raoni fala outra língua. Não fala a nossa língua. É uma pessoa que está com uma certa idade avançada, vamos respeitá-lo como cidadão. Mas ele não fala pelos índios. Cada tribo tem um cacique”, afirmou Bolsonaro.

Ysani fez parte da delação brasileira na ONU e foi criticada por líderes indígenas.

Na portaria do Palácio do Alvorada nesta manhã, Bolsonaro lembrou a carta de um grupo de agricultores indígenas lida por ele no discurso que abriu a Assembleia Geral e disse que os autores “querem sair da escravidão”.

“E a carta que eu li é muito importante e não foi dado o destaque na mídia. É uma carta dos índios produtores rurais. Eles querem sair da escravidão, esmola de ONG, Bolsa Família e cesta básica”, disse o presidente.

O cacique Raoni esteve ontem na Câmara dos Deputados e não poupou críticas a Bolsonaro. Ele foi chamado pelo presidente de “peça de manobra” por governos estrangeiros para avançar seus interesses na região amazônica.

“Bolsonaro falou que não sou uma liderança, mas ele que não é líder e tem que sair. Antes que algo muito ruim aconteça, ele tem que sair. Para o bem de todos”, disse em entrevista.

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